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Mostrando postagens de novembro, 2012

AMOR TDAH: INTENSIDADE, RENÚNCIA E LIBERDADE PARA VOAR(?)

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"Forjar asas para o outro é a forma mais dolorosa e pura de amar." Nota do Autor 2026: Esta crônica reflete a fenomenologia do afeto no TDAH. Análises contemporâneas sugerem que a regulação emocional é tão central ao transtorno quanto a desatenção, explicando a entrega "desmedida" descrita no texto.

MEMÓRIAS DE UM AMOR TDAH: Esquecimento e Intensidade.

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( Nota de atualização 2026: Este poema aborda o paradoxo da memória no TDAH. Como é possível guardar a intensidade de um beijo ou de um cheiro, mas perder a conexão com o rosto ou o nome? Uma reflexão sobre as lacunas que o transtorno deixa na nossa história afetiva.) Não te esqueci, apenas não me lembro. Lembro-me de um certo beijo; um certo cheiro; uma certa dor. Não sei se te pertencem; ou à mim e à minha imaginação delirante. És tão bela que julgo impossível, teres sido minha, e eu tê-la esquecido. Sinto na boca o sabor de um beijo, um beijo inesquecível. Que recebi de quem mesmo? Não sei. Mas não esqueci... Apenas não me lembro

UM TDAH SOB PRESSÃO

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Quer destruir o equilíbrio de um TDAH? Pressione-o. Mas pressione-o mesmo, deixe-o sem saída; exija dele decisões imediatas, prontas respostas, soluções a jato. Você deve obter dois resultados: aqueles que desmontam completamente e os que atacam. Eu faço parte do segundo grupo. Tenho uma característica de evitar confrontos, tentar sair pela tangente e evitar certas situações em que me sinta acuado. Mas nem sempre consigo. Quem me conhece pessoalmente não acredita que sou a mesma pessoa que escreveu alguns posts sobre ataques de fúria, mas sou eu mesmo. Sob pressão, sai de baixo. Detesto violência, mas fui aquinhoado com uma personalidade sarcástica, um vastíssimo vocabulário e muita facilidade de me expressar. Imagine isso tudo acrescido de raiva. Em geral é o completo desastre! Mas descarregar sua ira sobre uma ou mais pessoas é fácil, mas e sobre a vida? E quando a pressão é difusa, ou um somatório de fatos sem nenhuma responsabilidade definitiva? Pois é. Esses dias tem sido assim...

O TDAH ME FEZ ASSIM

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Não sou destino ,sou caminho. Não sou concreto, sou criação. Não sou  sol, sou nuvem. Não sou  sexo, sou  desejo. Não sou  gol, sou  comemoração. Não sou canção, sou voz. Não sou sorriso, sou alegria. Não sou  resultado, sou  intenção. Não sou  fato, sou narrador. Não sou conquista, sou  liberdade. Não sou  meta, sou  motivação. Não sou vida, sou  prazer de viver. Não sou carnaval, sou  fantasia. Não sou manada, sou contramão. Não sou vitoria, sou desafio. Não sou revolução, sou ideologia. Não sou neblina, sou cerração. Não sou lógica, sou sentimento. Não sou raciocínio, sou impulso. Não sou derrota, sou reconstrução. Sou TDAH!

A FORÇA POSITIVA DO TDAH

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Os últimos anos tem sido generosamente difíceis. Perdi praticamente tudo e todos que eu valorizava. Muitas coisas e muitas pessoas eu valorizei mais do que devia. Vinculei minha vida a sentimentos frágeis, embasados em premissas erradas e expectativas equivocadas. Hoje pago o preço disso, e caro. Agrilhoei-me ao amor alheio e arrastei-o ao longo de toda a minha vida. Sonhei sonhos que não me pertenciam e violentei-me com vidas que não vivi. Acreditei-me maior e melhor do que eu era, acreditei em falsas bajulações, elogios ocos e em super poderes que jamais tive. Ergui ao meu redor uma couraça robusta de aparência mas com a solidez de uma casca de ovo. Ao longo dos últimos anos a couraça começou a trincar e ruiu completamente. O super herói era uma brincadeira, um conto de fadas sem final feliz. Silenciosamente os bajuladores foram desaparecendo e o interior frágil da couraça foi ficando cada vez mais evidente. Da falsa glória de outrora nada restou. Nada mesmo. Restei s...

UM TDAH À NOITE E OUTRO DE DIA

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Já disse mil vezes que os comentários são uma enorme fonte de inspiração para meus posts. Esse não é diferente. Ontem escrevi meio post, não gostei e apaguei. Estava sem inspiração. Ao ler o comentário da Daniele me veio essa súbita vontade de escrever. Mesmo que seja às 22:56. Daniele em seu comentário fala sobre seus devaneios e projetos noturnos que ela acha viáveis e ao amanhecer, à luz do dia, lhe parecem inexequíveis e estapafúrdios. Bingo! Isso é TDAH em estado puro. Perdi a conta de quantas vezes solucionei os meus problemas com projetos mirabolantes que me pareceram um achado. Ao acordar haviam se transformado em elefantes brancos ou simplesmente viraram fumaça. Pensar talvez seja o maior mistério do ser humano. Do nada criamos imagens, situações e sentimentos que podem jamais ter existido ou vir a existir fora de nossas mentes. Para o TDAH isso não é nada. Viajamos. Viagens intergalácticas, inter humanas, inter espirituais, sei lá, inter tudo. Nosso pensamento é...

O DESASTRE DO TDAH: Poesia e Metáforas sobre a Mente Hiperativa

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Nota de atualização 2025: Este texto é uma síntese poética das forças da natureza que habitam a mente de um TDAH. Da ira que destrói ao amor que inunda, cada verso conecta-se a uma experiência real vivida ao longo de décadas com o diagnóstico. Minha dor é como um vulcão: inquieta, feroz, incandescente. Minha mente é como um maremoto: bela, cruel e indomável. Minha memória é como um tornado que a tudo arranca, tudo arrasta, mas com o tempo perde a força e desaparece. Minha vontade é como o furacão: às vezes arrasador, noutras apenas uma tempestade tropical. Minha ira é como o tsunami: tão forte que pode arrasar e destruir o alvo. E levar junto a minha vida. Meu equilíbrio é como o vento: hora pra lá, hora pra cá; e quando a gente menos espera, ele muda de lado. Meu autocontrole é como uma cachoeira: sinto muito, você aproximou-se demais. Vai ser arrastado até o fundo... Meu amor é como a enchente: tão grande que não cabe em mim, transborda e pode inun...